POBRE CATALUNHA
18-10-2019 - Pedro Barroso
Ainda viveremos na ambição no império e na hipocrisia dos Bourbons e Habsburgos e quejandos? Tal forma de viver o poder não estará obsoleta? Não basta ainda o insulto e o abuso de séculos q levou à revolta dos ceifeiros e q determinou a carnificina e a imposição brutal desde 1640? Viveremos ainda nessa farisaica farsa? Parece que sim.
Os espanhóis são experts em deixar passar o tempo, quando é a seu favor, e a deixar esquecer o que não lhes convém. Sejam os abusos, sejam os incumprimentos. Como o tratado de Alcanizes no nosso caso, que foi violado em 1801 com a anexação de Olivença, passe a questão.
Ao que parece, o lema é dar nos areópagos internacionais todo o direito à autodeterminação e independência dos povos; desde que não seja na "sua" casa.
Sentarmo-nos à mesa, em "cordiais" negociações; desde que os outros fiquem sem cadeiras, de pé, amarrados e sejam preferencialmente presos. Conversar; desde que os outros estejam amordaçados.
Ainda lembro Salvador Puig Antich, independentista, morto no garrote (!!) em pleno sec XX, em 74. Foi Franco. Mas o preceito o modus e a perseguição continuam.
A regra é a mesma. Aspiras à Liberdade ? - vais preso.
Que nojo. Que sujas mãos e podres consciências, senhores monarcas.
Não há outra saída só porque não querem. Porque grande parte do poder económico de Espanha está na Catalunha.
Sorte nossa que entre dois fogos independentistas, o velho Portugal - filipinamente dominado por 60 anos, - fosse um pouco mais preterido no esforço de guerra na altura.
Mesmo assim a insistência durou até 1665. Só aí Castela se convenceu que este era e seria sempre um Pais independente, com o qual teria de ombrear para o resto de sua vida.
Contudo ainda hoje a Catalunha esmagada exige em vão o seu espaço independente na Europa económica e no quadro cultural europeu.
Habsburgos? Não obrigado!
Sou completamente republicano e filo catalão, desculpem-me os eventuais iberistas de pacotilha.
Pedro Barroso
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