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O reboque do tractor

13-09-2013 - Francisco Pereira

Os políticos têm obrigatoriamente de ser gente acima da média. Devem ter formação, académica, cívica e moral. Devem ser industriosos e capazes, honestos e diligentes, em suma os políticos devem representar o melhor de nós enquanto sociedade dado que os cargos que vão ocupar exigem capacidade de trabalho, apresentando exigências técnicas e académicas acima do vulgar, dado confrontarem-se com todo o tipo de situações e decisões, que envolvem, os seus concidadãos e o erário público, sendo de todo importante que esses decisores políticos tomem as decisões mais importantes de forma consciente.

O pior é que, por exemplo, no actual período em que temos um acto eleitoral à porta, nós olhamos para os candidatos e vemos que a grande maioria é exactamente o oposto daquilo que escrevemos acima, observando-se um triste desfile de mafarricos, incompetentes, asnos e imbecis de todas as cores tamanhos e formas!

Como podem os senhores que se propõe a candidatos para cargos políticos, pedir o acto supremo de confiança que é votar em alguém para esse alguém, tomar decisões por nós, sabendo nós das suas histórias, vendo-os actuar no dia-a-dia, dando exemplos tristíssimos da esperta saloia portuguesa e agindo como vulgaríssimos pilha-galinhas, como pode essa gente pedir que votemos neles?

Podem, porque quase todos são exímios, numa mas mais insignes artes do político à portuguesa, que é a falta de vergonha. O “sem vergonhismo”, é das características mais emblemáticas dos politiqueiros lusos!

Desvirtuada “ab origine” a missão destes candidatos, afoga-se na teia das mentiras, na rede dos compadrios e nas actuações miserandas. Jamais um candidato num país civilizado, se submeteria ao escrutínio público, se tivesse fugido aos impostos, se fraudulentamente tenha feito falir empresas, se tenha fugido aos impostos pagando um valor aos funcionários e declarando outro nos recibos de ordenado, se conduziu bêbado, se viver em concubinato, se apresente comportamentos moralmente e socialmente reprováveis e caso esses casos apareçam demite-se de imediato, recordemos o caso emblemático de Strauss-Khan.

Pois no caso de Portugal, quanto mais melhor, aliás aqui na terra por exemplo, quando apontamos a alguém uma determinada falha como por exemplo estacionar em cima do passeio, a resposta é pronta – …lá estás tu, todos estacionamos, vais dizer-me que nunca o fizeste? – ao que respondemos negativamente, pois não estacionamos em cima dos passeios. Este tipo de mentalidade imbecil e imbecilizante é muito perturbadora, pois revela-nos o valor intrínseco daqueles que são os nossos concidadãos, valor esse infelizmente tão baixo, tão baixo que nem vale a pena darmo-nos ao trabalho de nos chatearmos acaso algum nos deixe de falar.

E pior se torna quando são os pretensos candidatos a cometerem os atropelos, pior porque logo quem deve dar o exemplo, dá o pior dos exemplos, relembrando esse grande conhecedor da alma lusitana, dizia Camões com muita perspicácia e inteira razão … um fraco rei faz fraca a forte gente … e no fundo é isso que somos, uma sociedade fraquinha, fraquinha, cheia de gente imprestável e saloia a presumir de grandezas, exige-se, à politiqueira gente, honestidade, seriedade, honra, civismo e educação, tudo qualidades que o grosso da horda politiqueira não possui!

Francisco Pereira

 

 

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