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OS TENTÁCULOS DO GOVERNO SOMBRA MUNDIAL

24-05-2024 - Pedro Pereira

Desde a primeira década do século XXI, que se começou a desenhar no horizonte, sobretudo no mundo ocidental, uma ofensiva global sem precedentes sobre a economia e os cidadãos em geral, correspondendo à baixa dos rendimentos, desemprego em massa, supressão de direitos fundamentais e de um modo geral da limitação das liberdades cívicas individuais e colectivas.

Este ataque, proveniente de um governo sombra global é claro para todos os estados-membros da União Europeia e outras nações, sentindo-o os cidadãos no quotidiano com manifesta preocupação e angústia, dado que o desemprego cresce exponencialmente, a insegurança laboral assume contornos fantasmagóricos, as pensões são reduzidas e os rendimentos do trabalho são cada vez menores, massacrados que são os trabalhadores pelos cortes salariais e pela pesada carga fiscal.

A fome, a miséria, as doenças, os suicídios e a criminalidade, alastram velozmente, acompanhados por guerras regionais, de que se destacam a da Rússia/Ucrânia e a de Israel/Palestina/Hamas, e da deslocação em massa de refugiados e imigrantes clandestinos, invadindo às centenas de milhar, a Europa e os Estados Unidos da América.

Convém salientar, por exemplo, que os dirigentes da União Europeia, os chefes de governos e presidentes dos estados que a compõem, limitam-se subservientemente a cumprir ordens em cadeia emanadas do topo de uma pirâmide, cujo vértice sinistro o comum dos cidadãos não consegue vislumbrar, mas que alguns dos referidos dirigentes políticos conhecem. 

Vivemos tempos de trevas, de ignorância, de ignomínia, de preconceitos e de putativos tiranos a porem-se em bicos de pés à compita. Neste sentido, é dever de todos os cidadãos lutarem contra os mesmos. Os movimentos de contestação estão na rua defendendo a Justiça, a Verdade, a Equidade, a Solidariedade e a justa repartição da riqueza, princípios que estão a ser espezinhados pelos governos da UE, prenhes de políticos cinzentões a condizer com as fardas/fatos que trajam no dia-a-dia, funcionários submissos de tiranos e tiranetes.

Mas é também dever de todos os cidadãos, combater a opressão; a limitação das liberdades fundamentais em nome de uma pretensa segurança (?) e de uma modernização dos Estados de carácter claramente duvidoso; o autoritarismo, a corrupção, o saque, os desmandos e o esbulho dos rendimentos do trabalho, dos bens e do património dos cidadãos em geral.

No caso europeu, quanto a ideologias políticas dos governos das nações comunitárias estamos conversados. Fizeram-lhes o funeral e enterraram-nas bem fundo. Independentemente do rótulo político e emblema que cada um ostenta, governam todos da mesma maneira, leempela mesma cartilha, ou seja, de acordo com as ordens que recebem de Bruxelas e de Berlim e que estes, por sua vez, recebem do governo sombra global.

Para controlar os trabalhadores nos vários sectores empresariais e do estado, têm sido reforçados o número de informadores dentro destes, em moldes das polícias secretas.

Novas formas de organização laboral encontram-se permanentemente a ser geradas, dando lugar a novas formas de exploração a custos muito mais baixos que os atualmente em vigor, abrangendo todos quantos labutam, reduzindo os seus salários reais através dos cortes nos mesmos ou do aumentando da coleta sobre os rendimentos do trabalho, provendo a uma crescente acumulação e concentração do capital nos oligopólios, servidos por plutocratas.

No caso da produção, incluindo a do sector primário, os preços finais para o comprador acompanham em parte a descida real dos salários, formula expedita encontrada pelos genocidas sociais para que o consumo e os seus lucros não definhem, uma vez que os preços poderão, então, competir com os praticados pelos dos produtos provindos das sociedades industriais emergentes, casos da China e da Índia, por exemplo.

Por outro lado, todos sabemos que a ultrapassagem da profunda depressão económica iniciada em Wall Street, em 1929 só foi superada por via da economia de guerra gerada pela entrada dos EUA na 2ª Grande Guerra Mundial. Por isso o «fantasma» da derrocada da Bolsa de Nova Iorque que arrastou boa parte do mundo atrás de si paira de novo sobre o mundo ocidental, com receio de um novo conflito bélico de grandes proporções.

Assim, a questão crucial que se coloca no presente, está em saber que convulsões sociais e políticas se sucederão no intermezzo do patamar de fractura entre o actual modelo económico que se esboroa rapidamente e um novo modelo económico assente noutro paradigma que se nos afigura mais feroz e desumano.

Quanto às fortunas dos grandes capitalistas, dos grandes milionários a nível mundial, essas, encontram-se asseguradas. Aliás, continuam a engrossar em cada dia que passa à custa do empobrecimento generalizado de milhões de seres humanos, pouco lhes preocupando o futuro destes. Desumanos, desalmados no verdadeiro sentido do termo, são detentores de vastos patrimónios e os seus pecúlios encontram-se bem entesourados.

Pensamos que, pelo andamento que leva a conjuntura económica e social que vivemos, que nos avassala, a breve trecho não serão de excluir previsíveis guerras civis e/ou globais, o que – por razões óbvias - convém a diversos bandos de malfeitores, tanto mais que os recursos naturais, dadas as graves alterações climáticas em curso, que se refletem sobretudo na cada vez maior redução de água potável a nível mundial, a médio prazo tornar-se-ão escassos caso a evolução demográfica continue com o ritmo que regista atualmente.

As guerras, as fomes, as epidemias, a miséria, deliberadamente provocadas, constituem detonadores de gigantescos explosivos regionais e continentais com fins imprevisíveis para a Humanidade da Aldeia Global em que vivemos.

Pedro Pereira

 

 

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