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DOS PODERES OCULTOS

05-01-2024 - Pedro Pereira

«O verdadeiro poder não é daqueles que o detém formalmente. Quem controla o poder das nações, são homens sem rosto».

Os poderes ocultos políticos e económicos mundiais são um tópico frequentemente discutido e debatido, muitas vezes envolto em teorias da conspiração e especulações. Os mesmos, são frequentemente associados a grupos ou indivíduos que exercem influência significativa sobre os assuntos globais, além dos governos edas mais variadas instituições.

A concentração da riqueza e corporações multinacionais, é um dos principais pontos de discussão, que envolve grandes empresas multinacionais e indivíduos extremamente ricos, os quais exercem influência política e económica avultada. Alega-se que essas corporações possuem a capacidade e o poder de moldar políticas governamentais, influenciar tratados comerciais e até mesmo determinar o destino de nações inteiras através de práticas como a evasão fiscal e o lobby.

A influência financeira e bancária, é outra área de preocupação que gira em torno da influência de instituições financeiras e bancos centrais, sobre as políticas monetárias globais. A acusação é de que essas instituições podem criar crises financeiras ou manipular moedas para beneficiar os seus próprios interesses.

Assim:

Nas suas análises/prédicas habituais, a maior parte dos «analistas políticos» que nos entram pelos telejornais dentro e outras formas de comunicação social, para além de telechachadas (de)formativas da opinião, em mesas redondas, quadradas, etc., são compostas por comentadeiros e comentadeiras, que vulgarmente nos apresentam cenários de conflitos cujo eixo passa pelas competências de políticos e pelas facções em guerra entre partidos, mistificando a realidade oculta, ocultando deliberadamente (porque ao serviço de interesses mais poderosos como mercenários que são) a verdade aos cidadãos.

Este enfrentamento de políticos contra políticos e seus acólitos, pelos posicionamentos eleitorais por um lado, e pela guerrilha dos governos contra as «oposições» por outro, nunca é associado ao establishment oculto (o poder sobre os governos) que marca a dinâmica da (des)informação que a maioria da população diariamente consome.

Desta forma, quando os cidadãos assumem a sua qualidade nos actos eleitorais, o seu voto cumpre somente o papel de legitimação política do embuste, institucionalizado com eleições em muitos aspectos marteladas e, a participação do povo mal-esclarecido na hora de votar.

Pensamos que, pelo andamento que leva a conjuntura económica e social que vivemos, que nos avassala, a breve trecho não serão de excluir previsíveis guerras civis, regionais (como no caso da guerra em curso Rússia/Ucrânia) e/ou globais, o que – por razões óbvias - convém aos diversos bandos e outros genocidas sociais das mais diversas áreas, tanto mais que os recursos naturais, sobretudo o caso dos recursos hídricos e da energia a nível mundial, a médio prazo tornar-se-ão escassos caso a evolução demográfica e o consumo continuem exponencialmente, sobretudo nos países de África e da Ásia, agravados pelas graves alterações climáticas.

As guerras, as fomes, as epidemias, a miséria, deliberadamente provocadas, constituem detonadores de gigantescos explosivos regionais e continentais com fins imprevisíveis para a Humanidade da Aldeia Global em que vivemos.

No caso europeu, quanto a ideologias políticas dos governos das nações da UE, estamos conversados. Fizeram-lhes o funeral e enterraram-nas bem fundo. Independentemente do rótulo político e emblema que cada um ostenta, governam todos da mesma maneira, lêem pela mesma cartilha, ou seja, de acordo com as ordens que recebem de Bruxelas e de Berlim e que estes, por sua vez, recebem do governo sombra global.

Vivemos tempos de trevas, de ignorância, de ignomínia, de preconceitos e de putativos tiranos a porem-se em bicos de pés à compita. Neste sentido, é dever de todos os cidadãos lutarem contra os mesmos, por isso nascem movimentos de contestação que brotam na rua defendendo a Justiça, a Verdade, a Equidade, a Solidariedade e a justa repartição da riqueza, princípios espezinhados pelos governos da UE, prenhes de políticos cinzentões a condizer com as fardas/fatos que trajam no dia-a-dia, funcionários submissos de tiranos de rosto oculto pelas máscaras de genocidas sociais.

Mas é também dever de todos os cidadãos, combater a opressão; a limitação das liberdades fundamentais em nome de uma pretensa segurança(?) e de uma modernização dos estados, de carácter claramente duvidoso; o autoritarismo, a corrupção, o saque, os desmandos e o esbulho dos rendimentos do trabalho, dos bens e do património dos cidadãos em geral.

Convém salientar, por exemplo, que os dirigentes da União Europeia, os chefes de governos e presidentes dos Estados que a compõem, limitam-se subservientemente a cumprir ordens em cadeia emanadas do topo de uma pirâmide, cujo vértice sinistro o comum dos cidadãos não consegue vislumbrar, mas que alguns dos referidos dirigentes políticos conhecem. 

Quem controla os controladores? Questiona-se desta forma, se as atuais «democracias» são um poder controlado pelos cidadãos ou um poder controlador dos cidadãos?

Temos assim que a ordem política mundial influi crescentemente nos comportamentos políticos dos Estados nacionais.

Esses poderes são cada vez mais intangíveis nas áreas económica e política, não mais representando países específicos, mas antes e sobretudo, clãs de banqueiros, de multinacionais farmacêuticas e outras de âmbito económico.

Os interesses destes poderes impõem aos países mais débeis políticas e etapas de crescimento económico, reformas dos seus meios de produção, de políticas sociais ou transformações das suas instituições políticas de forma a adaptarem os Estados – segundo eles – a um mundo globalizado, cujo fim é a implementação de um governo mundial.

Pedro Pereira

 

 

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