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MINISTRO DA EDUCAÇÃO CONTINUA INAUDÍVEL

17-03-2023 - Joaquim Jorge

Decorreu na quinta-feira da semana passada uma ronda de negociação suplementar entre o Ministério da Educação (ME) e os sindicatos de professores.

Os professores já demonstraram por a mais b, de forma incontestável das suas razões e dos seus problemas.

Penso que deviater havidoalguma abertura para se negociar e fazer um compasso de espera, seria uma atitude inteligente quer dos professoresquer do governo.

Os professores têm que ternervos de aço, perícia, sabedoria e mestria. O óptimo é inimigo do bom. Não se pode conseguir tudo, mas pode-se conseguir muito.

Que me recorde, nunca houve tanto apoio e compreensão da opinião pública para com os professores, isso é uma mais-valia que não se pode perder.

Estar a marcar novas greves, antes de negociações não me parece uma boa decisão, nesta fase. O S.TO.P., já o fez. Um dos maiores problemas dos professores é serem uma classe numerosa, mas também, terem muitos sindicatos que nem sempre estão de acordo. Isso prejudica o curso das negociações.

Nos concursos podia ter havido entendimento, avanços na vinculação e evitar ultrapassagens de professores.

O recrutamento de professores pelos directores, o Ministério devia ter deixado cair esse dossier.

Um dos maiores problemas de uma Escola são alguns directores que fazem uma interpretação abusiva da legislação, chegando ao ponto de não permitir que um professor possa acompanhar um familiar ao médico ou ir a um funeral de uma pessoa familiar próxima, alegando o cumprimento de serviços mínimos. A isto se chama prepotência e abuso do cargo que ocupam.

Os directores são eleitos para defender os direitos dos professores, não são eleitos para cair nas boas graças do Ministério, quererem ascender a cargos e saírem da Escola.

Deve haver calendarização do que também preocupa os professores – contagem do tempo de serviço, equiparação do topo da carreira a técnico superior e aposentação específica.

Para estes dossiers deve estar presente nas negociações, alguém do Ministério das Finanças para avalizar os custos dessa operação.

Era importante, neste momento, criar pontes e não paredes. Infelizmente no final da reunião, sindicatos e governo não chegaram a acordo. As coisas não correram bem. Vai haver nova reunião e inevitavelmente mais greves.

O Ministro da Educação continua inaudível, indiferente, secreto e rígido.O governo anda a brincar com o fogo, joga no cansaço dos professores e na sua desunião, mas pode sair-lhe o tiro pela culatra.

O governo não liga aos protestos dos professores, só ligará se recear a sua queda. Daí, esta luta dos professores é pela democracia, pelos direitos, pelos portugueses e suas famílias.

Ser professor é das profissões mais dignas e importantes do Mundo, sem eles não há políticos, nem ministros, nem governo.

Joaquim Jorge

Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores

 

 

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