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ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS NESTA PANDEMIA

30-10-2020 - Joaquim Jorge

Para os partidos políticos a campanha autárquica será feita noutros moldes, mas para os movimentos independentes as coisas estão muito mais complicadas, pois precisam de proponentes para poderem concorrer.

Antevejo uma campanha sem grandes concentrações, com o uso de máscara e uma aposta na Internet. No contexto em que vivemos estar com pessoas sem protecção é um risco e o medo está instalado.

Com certeza não haverá arruadas, mas haverá campanha de rua com poucas pessoas e esclarecer os interessados. Os jantares de carne assada não se vão realizar. Comícios nem vê-los.

Por um lado, esta pandemia vai fazer com que se gaste muito menos dinheiro na campanha eleitoral. O que não se perde nada por isso.

Vai ter que haver grande imaginação para a mensagem chegar às pessoas. Antes de tudo zelar pela segurança das pessoas, depois passar as ideias.

Porventura uma campanha sem tanto alarido e ruído de fundo seja mais esclarecedora. A comunicação social terá uma palavra importante na divulgação de ideias e propostas dos movimentos independentes.

A abstenção com toda a certeza vai aumentar e é mais uma desculpa a juntar a tantas outras: desinteresse, praia, futebol, chuva, não vale a pena nada muda, não gostar dos candidatos, etc.

Em relação aos movimentos independentes como é pedida máxima contenção na interaccção, por outro lado, é solicitada a enorme participação cívica com recolha de assinaturas e consequente proximidade. Este contraditório não os beneficia.

Uma democracia é sinónimo de mecanismos de controle e de facilitar a participação dos cidadãos. Agora com esta pandemia, mais do que nunca, devemos tornar isso prioritário.

As circunstâncias são tão especiais que exigem medidas especiais, sendo um desafio para as candidaturas independentes que precisam de se colocar no terreno e junto das pessoas.

A responsabilidade está do lado de quem legisla – Parlamento. Todavia como o Parlamento é constituído por partidos não é de esperar nada de especial, antes pelo contrário e Marcelo Rebelo de Sousa está a pensar na sua reeleição tem mais que fazer.A lei autárquica foi alterada e ignorou os independentesneste problema pandémico.

Há uma enorme desigualdade numa eleição autárquica entre partidos e independentes, com a pandemia o fosso torna-se abismal.

A nossa democracia está com respiração assistida há uns tempos a esta parte, faltam mecanismos de controle de gastos e que indique onde se deve gastar o dinheiro.

Foi um avanço significativo, na pluralidade e participação dos cidadãos, permitir que independentes possam concorrer a uma freguesia ou a uma câmara, contudo sem o mínimo de condições tal não é possível.

Tempos excepcionais exigem medidas excepcionais. Dever-se-ia ponderar a diminuição do número de proponentes (metade), a um candidato nas eleições autárquicas em 2021.

Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores e Matosinhos Independente

 

 

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