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Ucrânia: Geórgia acusa alto responsável ucraniano de preparar golpe de Estado

22-09-2023 - DN/Lusa

Serviço Nacional de Segurança da Geórgia acusa Georgi Lortkipanidze, chefe-adjunto da contraespionagem militar ucraniana, de conspirar para "derrubar violentamente o governo" com a cumplicidade de um "Estado estrangeiro".

AGeórgia acusou esta segunda-feira um alto responsável ucraniano de preparar um golpe de Estado para derrubar o governo do país do Cáucaso, num momento em que se agravam as relações entre Kiev e Tbilissi.

O Serviço Nacional de Segurança da Geórgia acusou Georgi Lortkipanidze, chefe-adjunto da contraespionagem militar ucraniana, de conspirar para "derrubar violentamente o governo" com a cumplicidade de um "Estado estrangeiro”.

Lortkipanidze é um antigo vice-ministro do Interior da Geórgia (equivalente ao Ministério da Administração Interna).

A Segurança Nacional da Geórgia também nomeou um antigo guarda-costas do ex-presidente Mikheil Saakachvili, que anteriormente ocupou cargos oficiais na Ucrânia, como um dos cúmplices dos georgianos que combatem as tropas russas em território ucraniano.

Algumas destas pessoas "são treinadas perto da fronteira entre a Ucrânia e a Polónia", refere o Serviço Nacional de Segurança da Geórgia.

De acordo com um comunicado oficial, o alegado plano previa manifestações antigovernamentais em Tbilisi "em outubro e dezembro", datas em que devem ser publicadas as próximas avaliações dos progressos da Geórgia no âmbito do processo de adesão à União Europeia (UE).

O governo de Tbilissi é acusado de cooperação com o Kremlin, apesar do destacamento de forças russas nas regiões separatistas da Abcásia e da Ossétia do Sul desde a invasão de Moscovo em 2008.

Em julho, Kiev convocou o embaixador da Geórgia, acusando Tbilisi de torturar na prisão Mikheil Saakachvili, também cidadão ucraniano e conselheiro do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Em junho de 2022, a UE recusou à Geórgia o estatuto de candidato, concedendo-o à Ucrânia e à Moldávia.

Bruxelas pede a Tbilisi reformas no sistema judicial e no sistema eleitoral, assim como exige o garantias sobre liberdade de imprensa e "ações de luta contra os oligarcas".

No início de março, dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se em Tbilisi, acusando o governo de se afastar das aspirações pró-ocidentais do país.

 

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